Três homens, um 40 anos, outro de 34 e outro de 22 anos, foram presos, na noite dessa segunda-feira (1), suspeitos de assaltarem salões de beleza em Santa Luzia e em cidades do entorno.
Os crimes ocorrem desde novembro de 2018. Ao todo, 30 ocorrências foram registradas e a Polícia Militar (PM) acredita que ao menos cem pessoas já tenham sido vítimas dos assaltantes.
Segundo a PM, os crimes sempre ocorriam em salões de beleza por serem considerados alvos fáceis para a ação dos três criminosos. Eles visavam os celulares das vítimas.
"A forma de agir dos autores eram em duas motos e apenas um entrava aos estabelecimentos e efetuava os assaltos. Sempre iam a salões de beleza frequentados por mulheres e senhoras. E, segundo os relatos das vítimas, sempre atuavam com muita violência", disse o comandante da 71° Cia da Polícia Militar, de Santa Luzia, Major Alexandro Simião.
De acordo com o militar, foi possível identificar, por cruzamento de dados, os autores dos crimes, que vinham sendo cometidos há cinco meses. Com esses dados em mãos, foi possível efetuar a prisão dos três criminosos, na noite de segunda-feira (1).
Os suspeitos de 22 anos e o de 34 foram presos na rua e portando um simulácro de arma de fogo. O de 40 anos foi preso em sua casa e negou participar da quadrilha.

"Eu trabalho viajando, coloco piso nas casas. A polícia chegou em mim porque vendo e troco coisas pela internet e meu nome está lá, mas nunca peguei celular com esses dois. Não tenho nada com isso", afirmou o homem. O autor de 22 anos também negou ter participado dos crimes. "A PM fala que sou eu, eu falo que não sou eu. Eles tem a versão deles e eu tenho a minha. Fiz nada disso.", afirma o homem, que foi preso em uma moto e com um simulacro da cintura, na noite de segunda-feira.
Ao todo, com os três bandidos, foram apreendidos 11 celulares, R$ 207 em dinheiro e um simulacro de arma de fogo. De acordo com a PM, um quarto suspeito ainda está foragido.
'Ele apontou a arma e começou a xingar'
A cuidadora de idosos Eliane Eustáquio, de 53 anos, foi uma das vítimas. Ela conta que estava fazendo as unhas em um salão de Santa Luzia, em fevereiro, quando foi surpreendida por um dos autores.
"Eu fui a primeira. Éramos sete no salão. Ele apontou a arma para a gente e começou a gritar e xingar, mandando passar o celular", relata Eliane, que se diz aliviada com a prisão dos suspeitos. "Tive um prejuízo de R$ 1.000, estou pagando o celular até hoje. Que bom que a polícia pegou eles", comemora.
Uma proprietária de salão que preferiu não se identificar relata como foi vítima do roubo, no último sábado (30), de forma violenta:
"Eu estava atendendo uma cliente de 7 anos quando eles chegaram. O que me assustou foi a forma a violenta como agiram. Puxaram o celular da mão da menina que brincava e começaram a gritar: 'Cala a boca senão apago vocês'. A menina está traumatizada até hoje".
Ela também diz que ficou traumatizada e não conseguiu voltar ao seu salão até hoje. " A gente lamenta o prejuízo, mas o pior de tudo é a violência. Era uma criança, que não entendeu o que estava acontecendo", lamenta.
O salão de beleza de Naiara Cristina Santos, de 32 anos, foi assaltado pelo mesmo bando duas vezes. De acordo com a cabelereira a primeira vez ela não estava, mas da segunda presenciou o crime.
"A primeira vez eu não estava. Minha mãe conta que entrou um cara armado e apontou o revólver para cara dela e da minha menina de 9 anos. Minha cunhada grávida assustou e pediu para que eles lavassem tudo mas não fizessem nada com elas", conta Naiara, que da segunda vez, teve o celular roubado, mas conseguiu esconder o do mãe. "Minha mãe já tinha perdido no primeiro assalto, perder outro é muito prjuízo, ai fiquei sentada escondendo o celular dela e eles não viram", contou.
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