Instalação de placas indicativas para rotas de evacuação. Estabelecimento de locais de encontro para que saídas emergenciais sejam feitas do modo mais organizado possível. Cessão de oito caminhonetes e 24 motoristas para auxiliar no processo de sonorização e resgate. Treinamento com as comunidades localizadas nas principais áreas de risco. Integração com equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil municipal e estadual para, se necessário, estabelecer ações de salvamento.
Essas são as ações emergenciais que a Vale estabeleceu para Santa Luzia após a elevação do risco de rompimento das barragens Forquilha I e III, localizadas na Mina Fábrica, em Ouro Preto, para o nível 3 de alerta, que significa "risco iminente de ruptura". Caso haja o rompimento, o lamaçal demoraria 13 horas para atingir Santa Luzia, começando pela região do Distrito Industrial de Simão da Cunha.
As informações foram confirmadas pelo secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento da cidade, Geraldo Ramires, que esteve nesta quarta-feira (27) em Itabirito, no Centro de Processamento de Informações da Vale. Agora pela manhã (28), uma equipe da Defesa Civil irá retornar para Itabirito para acompanhar o problema de maneira mais próxima, afinar informações e, caso necessário, tomar as primeiras providências junto com a Defesa Civil estadual.
"Em casos assim, não existe risco zero", disse Geraldo. "Principalmente do ponto de vista ambiental, as perdas seriam incalculáveis (caso haja o rompimento). Mas, em termos de vidas humanas, o risco de haver alguma perda na cidade é bem menor. Estamos em contato com a Vale e com a Defesa Civil do Estado há 60 dias para evitar que algo de grave aconteça", completou.
A barragem Forquilha I tem 26 milhões de metros cúbicos. Forquilha III, por sua vez, tem 18,2 mil m³. Em caso de rompimento, os rejeitos podem atingir 210 quilômetros, impactando, além de Santa Luzia, as cidades de Ouro Preto, Belo Horizonte, Itabirito, Jaboticatubas, Lagoa Santa, Matozinhos, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Rio Acima, Sabará, Taquaraçu de Minas, Funilândia e Jequitibá.
De acordo com a Vale, a sirene na zona de autossalvamento (ZAS) das barragens Forquilhas I e III serão acionadas. No comunicado emitido pela empresa, a informação é que o acionamento é "apenas uma medida preventiva e segue o protocolo para início do nível 3 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM)".
Créditos: Observatório Luziense
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