Um funcionário de uma empresa terceirizada foi preso no início da tarde desta segunda-feira (18), no bairro Novo Santos Dumont, em Lagoa Santa, suspeito de roubar equipamentos de telefonia avaliados em cerca de R$ 3 milhões. Ele era responsável por realizar a manutenção dos equipamentos.
Segundo a Polícia Militar, Edivan Cosme Rodrigues, de 40 anos, trabalhava para a empresa durante o dia e avaliava os materiais que valiam pena de serem roubados a noite. Foram necessários seis carros para levar os materiais à delegacia de Polícia Civil.
De acordo com a PM, depois de detectar os equipamentos, o funcionário ligava para o comparsa dele, Wallyson Almeida, de 36 anos, detalhando as funcionalidades deles. Caso este tivesse interesse, a dupla ia até às torres de telefonia, durante à noite, para roubá-los. Como estava habituado ao trabalho, o funcionário não encontrava dificuldade na ação. O nome da empresa terceirizada não foi divulgado.

Dentre os materiais roubados, estão repetidores de sinais de telefonia e rádio-comunicadores, avaliados em cerca de R$ 3 milhões. Segundo a PM, esses equipamentos eram utilizados na instalação de provedores de internet clandestinos.
Cerca de 90% dos equipamentos roubados estavam no sótão do apartamento de Wallyson, que acabou preso. Foram contabilizados cerca de 40 rádio-comunicadores em um primeiro balanço realizado pela PM.
De acordo com a Polícia Militar, os equipamentos eram vendidos pela internet para compradores específicos.
Roubos ocorriam desde novembro
De acordo com a Polícia Militar, desde novembro do ano passado foram registrados 14 boletins de ocorrência referentes a esse tipo de roubo. Os roubos ocorriam especialmente em cidades da região Metropolitana de Belo Horizonte, como Raposos, Brumadinho, Matozinhos e Lagoa Santa.
O roubo dos equipamentos chegou, inclusive, a afetar o sinal telefônico dessas cidades, com exceção de Brumadinho, que conta com implantação de fibra ótica. A maior parte dos equipamentos roubados é da Vivo, mas também foram levados materiais de outras operadoras.
Resposta. Em nota, a Vivo informou que "trabalha em total colaboração com as autoridades policiais".

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