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Maior falsificador de documentos de Minas é preso em Vespasiano

07/10/2021 às 17:16 • Em Vespasiano

Um homem, de 29 anos, apontando pela polícia como o maior falsificador de documentos de Minas Gerais, foi preso em Vespasiano na última sexta-feira (1). No entanto, a Polícia Civil apresentou somente nesta quinta-feira (7), o resultado da investigação.

Na casa dele a polícia encontrou farto material usado para a confecção de carteira de habilitação, de identidade, certificado de registro de veículos, comprovante de residência e contracheque. A partir do momento em que a demanda era feita, o suspeito entregava o documento pedido para os grupos criminosos, que por sua vez utilizavam para várias vertentes ilegais, como por exemplo, financiamento de veículo, empréstimo bancário, RGs falsos para foragidos da Justiça, dentre outros tipos de estelionato. 

Em meio ao material encontrado na casa do homem, estava papel moeda, algo difícil de se encontrar no mercado, a não ser que tenha uma facilitação de setores responsáveis. A investigação não descarta a possibilidade de que pessoas da segurança pública tenham envolvimento no esquema.

De acordo com a Polícia Civil, o  homem que agia sozinho  foi preso em casa. Ele confeccionava na própria residência os documentos falsos que eram repassados para golpistas e facções criminosas de todo o país. O homem que já possui passagem pela polícia por falsificação, segue preso pelo mesmo motivo.

"Acreditamos que ele é o maior falsário do Estado de Minas Gerais e um dos principais do Brasil, conforme  informações que já analisamos previamente, e com os documentos apreendidos com ele, vimos que o homem fornece diversos tipos de documentos sob encomenda para serem usados em todo o país. Ele possuía um prévio contato com organizações criminosas de todo o Brasil. Ele fornecia os documentos no atacado, para diversos tipos de fraudes, inclusive para foragidos da Justiça. A qualidade do material também nos  chamou atenção, eles possuem diversas características que se parecem muito com as originais", explicou o delegado que também está à frente das investigações, Domiciano Monteiro.  

Mais investigações 

A polícia vai investigar há quanto tempo esse homem trabalhou com falsificação de documentos e quem fornecia as matérias-primas de qualidade para a fabricação dos materiais.

Ainda conforme Guerrero, quem compra um documento falso também comete crime.

"Quem compra material falso responde pelo Artigo 304 do Código Penal Brasileiro, uso de falsificação, com pena de  dois anos de prisão", alertou. No entanto, se a pessoa estiver portando um documento falso sem saber, ela não será presa. 

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